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Meio ambiente 23.11.2018 — 9:52 am

As grandes árvores remanescentes da Mata Atlântica

Árvore remanescente da Mata Atlântica
Ricardo Cardim é mestre em Botânica pela USP, diretor da Cardim Arquitetura Paisagística e idealizador das Florestas de Bolso para o retorno da Mata Atlântica no meio urbano

O que foi a floresta original? Qual era o tamanho das suas árvores? Como desapareceu tão rápido? O que sobrou? São perguntas que respondo no livro “Remanescentes da Mata Atlântica”, para que esta história não se perca. Como admirador da biodiversidade brasileira, e em especial da Mata Atlântica, essas questões sempre despertaram a minha curiosidade e não as encontrava em livros ou museus. Na verdade, a floresta que hoje abriga em seu território mais de 60% da população brasileira foi pouco documentada antes do ciclo de desmatamentos que a reduziu a pouco mais de 11% da sua área primitiva, e raros são os registros e publicações que contam sobre o cenário original, principalmente quanto a iconografia e a fotografia.

Derivado de uma pesquisa que começou com a exposição “Remanescentes da Mata Atlântica & Coleção MCB” no Museu da Casa Brasileira em São Paulo, que apresenta o histórico da floresta relacionado ao seu acervo de mobiliário brasileiro, o livro traz imagens inéditas e inusitadas para a maior parte do público, como de árvores retratadas há mais de um século no interior de São Paulo e Paraná semelhantes em tamanho a sequoias americanas ou exemplares amazônicos, bem diferentes do que é possível avistar nos atuais fragmentos urbanos, rurais e na beira de estradas, já dilapidados por gerações. Também conseguimos uma extensa coleção de cenas da transformação da floresta pela ação humana nos últimos séculos, em atos incompreensíveis para a nossa mentalidade atual. Diante do material encontrado, nos restava procurar entender o que sobreviveu aos dias atuais.

Divulgação

A capa do livro “Remanescentes da Mata Atlântica”, de Ricardo Cardim

Para isso pesquisamos com antigos botânicos, referências bibliográficas e até nas redes sociais os fragmentos florestais mais propícios e bem preservados a serem visitados. O roteiro resultou em seis expedições a diferentes pontos do bioma buscando comparar trechos bem preservados com os registros históricos. Junto ao fotógrafo Cássio Vasconcellos e o botânico Luciano Zandoná percorremos do estado de Santa Catarina a Alagoas em mais de 12500 km, o que resultou no registro de cerca de 90 árvores gigantes, incluindo achados como a maior figueira, a mais alta árvore e a maior do bioma. Também descobrimos a segunda maior árvore do estado de São Paulo.

A proposta do livro é contar uma história visual da Mata Atlântica, que possa servir de ponte entre o que foi feito pelas gerações passadas, o que restou atualmente e o que se pode fazer no futuro para recuperar sua vitalidade original em harmonia com as atividades humanas. E também servir de alerta para a história que hoje se repete na Amazônia, a última fronteira florestal.

Autor Ricardo Cardim
344 páginas, formato 23,5 x 30,5 cm.
Editora Olhares
Parceiro da publicação: Museu da Casa Brasileira
Patrocinadores: Fibria, Legado das Águas Reserva Votorantim, Café Orfeu, Fábrica de Árvores e Avenues School São Paulo.
Apoiadores: Instituto Florestal, Fundação Florestal, Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Embrapa Florestas, SOS Mata Atlântica e Instituto de Botânica.
Lançamento do livro no dia 27 de novembro de 2018, às 19 horas, no Museu da casa Brasileira em São Paulo.
Valor antes do lançamento com 20% de desconto, R$ 120. No lançamento em diante R$ 150.
Clique aqui para adquirir 

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