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Arquitetura 26.07.2018 — 8:15 am

Arquitetos lançam manifesto a candidatos à presidência

CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/
Residências em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo; ao fundo, edifícios do bairro do Morumbi. Foto: CLAYTON DE SOUZA/ ESTADÃO

Arquitetos e urbanistas representados pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) divulgaram um manifesto exigindo que os candidatos à presidência se comprometam a buscar melhorias para as cidades brasileiras. Com 85% da população vivendo em cidades, enfrentar a questão significa buscar melhorar as condições de vida da maioria dos brasileiros, especialmente dos que vivem em habitações precárias e sem acesso a infraestrutura e serviços básicos.

A Carta Aberta aos Candidatos nas Eleições de 2018 pelo Direito à Cidade foi elaborada a partir dos debates do “Seminário Nacional de Política Urbana: por cidades humanas, justas e sustentáveis”, realizado em São Paulo em julho, em que o arquiteto Paulo Mendes da Rocha conclamou os colegas a tomarem o Ministério das Cidades.

O documento exige a produção de um projeto nacional baseado na territorialização das políticas públicas, uma governança urbana inovadora e a democratização da gestão dos territórios. Cada um destes eixos se desdobra em ações detalhadas, em um total de 53 propostas.

“Nossas cidades pedem socorro, o Brasil tem competência técnica para tratar dos problemas urbanos e não faltam planos ou leis para tanto. Somos o país do Estatuto da Cidade, do Estatuto da Metrópole, do Ministério das Cidades, do orçamento participativo, da urbanização de favelas e do programa de assistência técnica gratuita para reformas e construções de habitações de interesse social, com boa arquitetura, a custo baixo e com participação comunitária. No entanto, é imperativo implementá-los, o que exige uma assertiva decisão política. Os arquitetos e urbanistas, por sua formação, têm significativa responsabilidade por esses avanços e colocam-se à disposição do país para, assumindo um protagonismo maior, seja na gestão pública, seja na prestação de serviços, colaborar na implementação de um projeto nacional baseado na territorialização das políticas públicas”, diz trecho da carta.

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